Instituto de Doenças do Tórax - Exames

 Broncoscopia Flexível 

  - Diagnóstica e terapêutica

   - Em adultos e pediátrica


      A broncoscopia é um exame que permite a visualização interna do sistema respiratório, desde a laringe até os brônquios. É realizado com um aparelho semelhante ao da endoscopia digestiva, constituído por fibras óticas que transmitem as imagens da extremidade distal do aparelho até o examinador.

Como é feita?

O exame é realizado de forma muito semelhante a uma endoscopia digestiva, com anestesia local e sedação, em uma sala de procedimentos e sem a necessidade de centro cirúrgico ou anestesista. A diferença é que como o aparelho é muito mais fino, a introdução do mesmo ocorre por uma das narinas após, minimizando o reflexo de vômito e dispensando o uso de bocal. A duração é em média de 10 a 15 minutos 

Quais os riscos?

Os riscos são pequenos e também dependem das técnicas utilizadas para coleta de material. Hemoptise logo após o exame é a complicação mais comum, sendo o sangramento pequeno e auto-limitado (cessa rápido e espontaneamente) na grande maioria dos casos. Quando na broncoscopia é necessário realizar o lavado broncoalveolar, o paciente pode eventualmente sentir incômodo no tórax. A anestesia na boca, a tosse e a impressão de ter falta de ar são sensações que, quando exageradas, não costumam durar mais do que 30 minutos após o término do exame.

A realização de biópsia transbrônquica acrescenta outro risco: o de vazamento de uma pequena quantidade de ar ao se obter um fragmento do pulmão. Este ar pode ficar acumulado entre o pulmão e as costelas (pneumotórax), "roubando" espaço do pulmão e impedindo sua expansibilidade adequada. Isto acontece em cerca de 5% das biópsias transbrônquicas e é motivo para uma radiografia de tórax como controle após o exame. Confirmando-se o pneumotórax, o tratamento consiste na maioria das vezes em repouso domiciliar por 24 a 48 horas e, naqueles casos em que ocorre um vazamento de maior magnitude, é aconselhável internação e drenagem pleural (instalação de um pequeno tubo entre as costelas, sob anestesia local).

O que se pode fazer após o exame?

De maneira geral, assim que o efeito da anestesia passar, não há contra indicações para nenhum tipo de atividade física ou social, desde comer até trabalhar. Recomenda-se, no entanto, sempre que possível descansar em casa e, sobretudo, evitar dirigir algum veículo, a fim de evitar acidentes de trânsito causados por quaisquer sensações estranhas ao cotidiano, motivadas tanto pela ansiedade em relação ao exame como pelas medicações ministradas. Como a broncoscopia ambulatorial é um exame geralmente feito para diagnóstico e não para tratamento, é evidente que sintomas previamente existentes deverão continuar presentes após o exame, por exemplo em casos de tosse, rouquidão, falta de ar etc.

Em função da possibilidade de ser necessário um certo grau de sedação, é aconselhável o paciente não ir para o exame desacompanhado.

Broncoscopia rígida e Laringoscopia de Suspensão

   - Em adultos e pediátrica

Mediastinoscopia e Pleuroscopia

Espirometria

     Espirometria é um exame do pulmão feito por médicos pneumologistas e/ou cardiopneumologistas e fisioterapeutas,também conhecido como exame do sopro. A espirometria permite o registro de vários volumes e dos fluxos de ar.

   Para se fazer este exame se realiza a seguinte manobra: com a boca conectada ao tubo do aparelho, o paciente "enche" totalmente os pulmões de ar e depois assopra vigorosamente até "esvaziar" os pulmões.

     A interpretação deste exame exige conhecimento de fisiologia e da mecânica respiratória humana e de doenças relacionadas ao pulmão.

     Pacientes com Asma, DPOC, Bronquite, Bronquiectasia, Enfisema, Fibrose Cística, Sarcoidose ou Fibrose Pulmonar devem fazer espiromatria periodicamente (de 3 em 3 meses, ou de 6 em 6 meses). O seu exame de espirometria serve para avaliar o efeito do tratamento médico em sua doença.

Análise dos gases exalados - Monóxido de Carbono e Óxido Nítrico